terça-feira, 7 de junho de 2011

A violência no Pará ceifa mais duas vidas.

Todos nós brasileiros recebemos com profunda tristeza e indignação a notícia da morte por assassinato do casal José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, o crime ocorreu na manha do dia 24 de maio no sudeste do Pará, município de Nova Ipixuna, no Projeto extrativista PRAIA ALTA PIRANHEIRA. Foi mais uma “morte anunciada” o casal vinha recebendo ameaça de morte há algum tempo, o nome deles já constava na lista registrada e divulgada pelo CPT, esta lista junto com as dos assassinatos do campo de 1985 a 2010 foi entregue ao Ministro da Justiça, mas nada foi feito, nenhuma providência tomada.
ü Como aconteceu...
O casal dirigia-se de motocicleta para a sede do município, ao passarem por uma ponte, foram alvejados por vários tiros, disparados por dois pistoleiros que estavam de tocaia no mato. O casal ambientalista morreu no local, a brutalidade não parou os pistoleiros ainda cortaram uma das orelhas de José Claudio e a levaram como “prova do crime” ou como um “troféu’.
ü Quem eram?
Considerados sucessores de Chico Mendes foram pioneiros na criação da reserva extrativista no ano de 1997, definido por amigos como o principal líder do assentamento ao lado da mulher, que liderava um grupo de mulheres que produziam artigos com recursos naturais, como cremes, xampu e sabonetes. Em março, ela havia apresentado o trabalho de conclusão do curso de pedagogia. Devido à riqueza em madeira, a reserva era constantemente invadida por madeireiros e pressionada por fazendeiros que pretendiam expandir a criação de gado no local, então eles  reuniam-se com órgãos como Ibama e Incra e faziam denúncias de irregularidades cometidas por madeireiros na área.
A atuação do casal tornou-se mais conhecida depois que foram convidados a participar de um evento que reuniu defensores do meio ambiente em Manaus, em 2010. Como vinha constantemente sendo ameaçado, numa palestra ele declarou: "Eu posso estar aqui conversando com vocês e daqui há um mês vocês podem saber a notícia de que desapareci"
ü O que representa a vida?
A vida das pessoas e os bens natureza nada valem se o “crescimento econômico”, defendido pelos sucessivos governos federais, que aprovam leis que promovem a destruição do meio ambiente, e pelo judiciário que age com rapidez para atender a “elite agrária”, porém mais que lento para julgar os crimes contra os defensores da vida e do meio ambiente e seus aliados. A certeza da impunidade alimenta a violência

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