terça-feira, 3 de maio de 2011

A rosa


ROSA é uma flor comum em qualquer jardim. Existem rosas vermelhas, rosas brancas e outras amarelas, sempre amadas e admiradas. Quando oferecidas com sinceridade, substituem as palavras e dispensam os discursos. Todos entendem facilmente a sua linguagem. Rosa tem a ver com amor. Mas pode também ser um nome. Nesse caso,  um nome evocativo.



A dona rosa
ROSA era uma mulher que pouco enxergava. Muito pobre e sofrida, sobrevivia de esmolas em frente a uma Igreja. Os que entravam ou saiam  da Igreja  colocavam, na mão de Rosa, uma pequena esmola que ela sempre agradecia. Era assim que ela ia levando a vida. Sobrevivia com muito pouco.
Um dia, uma noiva prometeu colocar uma rosa no altar de sua madrinha Na. Sa. Aparecida. Ao entrar na Igreja, ficou duvidando e pensou que Na. Senhora ficaria mais contente se ele desse a flor para dona Rosa. Seguiu o que o coração mandava e pronto. No maior contentamento, Rosa levantou-se e desapareceu carregando a sua rosa na mão.
Oito dias depois, retornou e ajeitou-se no lugar de sempre. A mulher que tomava conta da limpeza perguntou-lhe como tinha sobrevivido durante aqueles oito dias. Ela respondeu: “da rosa”!
Pois é, meu irmão. Existem muitas maneiras de amar o próximo e de ajudar alguém. Podemos dar alguma moeda para nos livrar de um pedinte ou até dar sem amor e sem qualquer compromisso. Nem sempre uma moeda ou um quilo de arroz é a melhor doação. Podemos também dar uma simples rosa. Certamente o olhar de gratidão de quem a recebe é um sinal de que ainda existe ternura. E, então, o mundo tem concerto: outro mundo é possível, com certeza.

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